Congregação dos Religiosos de Nossa Senhora de Sion
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Shalom! Bem-vindo! Obrigado por acessar o site da Congregação dos Religiosos de Nossa Senhora de Sion. Aqui você poderá obter informações sobre o carisma e a espiritualidade semeados na Igreja pelos irmãos Theodoro e Afonso Ratisbonne - verdadeira pérola oculta do Reino, cuja posse paga todos os esforços despendidos em sua procura.

Somos uma congregação religiosa masculina da Igreja Católica. Reunidos em torno de Nosso Senhor Jesus Cristo e do Evangelho, e professando votos de pobreza, castidade e obediência, os confrades buscam servir a Deus e à Igreja sob a luz do carisma que os leva sempre a considerar o amor de Deus para com seu povo Israel de ontem e de hoje. A relação judeus e cristãos está na essência de nossa espiritualidade.

O traço característico desta espiritualidade vem da história da sua fundação. Sion é o fruto perene da vida e da dedicação de dois irmãos de sangue e de fé: Theodoro e Afonso Ratisbonne. Nascidos na França no século XIX de uma abastadíssima família de judeus banqueiros, converteram-se, não concomitantemente, à fé católica, ambos abraçando o sacerdócio.

Theodoro começou sua jornada espiritual através da inquietude existencial e do estudo da filosofia, que encetou com o fito de encontrar as respostas para a sua “angústia”. Descobrindo a filosofia cristã em um grupo de estudos, e com o constante apoio de uma amiga profundamente devota, acabou por render-se ao amor de Cristo através de um batismo ao qual se submeteu ocultamente, ainda então com certo temor de sua família e de compatriotas judeus. Um tempo depois, entretanto, não só assumiu sua nova fé, como fez-se sacerdote diocesano.

Já Afonso, ao contrário do irmão, não era nada introvertido, e não foi, portanto, uma angústia existencial que o levou a procurar no Evangelho um sentido para a vida. Sua conversão à fé católica aconteceu de maneira bem mais inusitada. Certa vez, de passagem por Roma, contemplava as obras de arte sacra na Igreja Santo André delle Frate enquanto um amigo resolvia algum assunto na sacristia. Ao voltar, porém, da sacristia, esse amigo o encontrou caído ao chão em lágrimas e em um estado entre choque e êxtase. Afonso afirmava ter visto em pessoa a Santíssima Virgem Maria, que lhe aparecera no altar de São Miguel Arcanjo, defensor do povo judeu.

Por volta de uma semana depois, Afonso Ratisbonne recebia o batismo pelas mãos dos padres jesuítas em Roma, aos quais também solicitou que o aceitassem como noviço na Companhia de Jesus. A conversão de Afonso Ratisbonne foi um fato eloquente na Igreja e na sociedade europeia da época, tendo em vista que era conhecido em quase toda a Europa por causa dos negócios bancários de sua família. Também contou para com esse “choque” o fato de Afonso ser um judeu não praticante e, não poucas vezes, bastante debochador da religião em geral. Um detalhe todo especial nessa história, ainda, é que Afonso portava ao pescoço, no momento da sua experiência espiritual em Santo André delle Frate, uma medalha de Nossa Senhora das Graças, a qual somente aceitou por ter-lhe sido imposta pelas meninas filhas de um amigo que visitara na véspera do acontecimento.

Tempos depois, já ordenado padre, Afonso Ratisbonne pediu à Companhia que o liberasse para juntar-se a seu irmão Theodoro no projeto de Sion. Os dois padres, abraçando a fé católica, nunca esqueceram suas raízes judaicas. Ao contrário, a situação histórica e espiritual dos filhos de Israel foi sempre uma grande questão no coração de ambos, se não a principal questão.

Da fecundidade apostólica desses dois irmãos surgiram duas congregações religiosas: as Irmãs de Sion e os Padres de Sião. As irmãs tiveram um desenvolvimento bastante rápido e logo suas casas já se espalhariam por todo o mundo. Já os padres, embora com algumas dificuldades iniciais, logo também se consolidaram e fizeram-se presentes em outras partes do mundo fora da França.

Hoje em dia, a Congregação dos Religiosos de Nossa Senhora de Sion está no Brasil, país que sedia sua Casa Generalícia, na França, onde está a Casa Mãe, e em Israel, um lugar todo especial para a sua espiritualidade.

O título da Congregação expressa a relação singular que os irmãos Ratisbonne tiveram com a Santíssima Virgem Maria. Para eles, a Mãe de Jesus Cristo era a Virgem de Sion. Isso quer dizer que eles gostavam de contemplá-la em meio a seu povo de origem, o povo judeu. Pois, se é verdade que a Virgem Maria é Mãe não somente dos cristãos, mas de todos os homens, quanto maior verdade não será dizer que Ela é Mãe do povo judeu, e com que amor vela Ela sobre eles.

O nome “Sion” traz ainda muitas outras riquezas que são úteis para perceber o seu carisma. Sion é o monte sobre o qual Jerusalém está erguida. Por figura de linguagem, representa a própria cidade santa, e teologicamente, representa o Reino de Deus transcendente, a Jerusalém do alto. “Sion” pode significar também todo o patrimônio espiritual encerrado na Bíblia e na Tradição cristã e judaica.

Seguindo a riqueza deixada pelos Padres Ratisbonne, hoje em dia os Religiosos de Sion buscam viver a sua espiritualidade dedicando-se aos estudos e ao ensino da Palavra de Deus refletida à luz da Tradição cristã e judaica; dedicam-se ao diálogo cristão-judaico; e a todos os ministérios e pastorais da Igreja em que se engajam, levam a luz colhida na meditação bíblica proporcionada pela espiritualidade de Sion.
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